quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Alimentos vivos e seus benefícios

Muitos de nós criadores sabemos que apenas a alimentação à base de ração não é suficiente para mantermos nosso animais em perfeitas condições , em fatores como saúde , cor , e outros fatores que merecem ser observados .

No ramo de aquarismo encontramos diversos alimentos vivos auxiliares que podem ser usados nas dietas de nossos animais , abaixo estarei falando à respeito de alguns com seus benefícios e sua funcionalidade .



Infusório : O infusório é um alimento usado na dieta de alevinos até os primeiros dias de vida , ele é importante pois ajuda no bom crescimento durante essa fase , é fácil de conseguir , basta apenas usar um pequeno pote desses de maionese ou de azeitona , colocar matéria orgânica para decompor dentro do pote com água e vedar bem a tampa , coloque no sol até aparecer os infusórios , ministre no aquário utilizando um conta-gotas para os alevinos .

Vejam , deverá ficar parecido com esse , é uma receita fácil , para mim a mais simples de todas .










Artêmia ( artêmia franciscana ) : Conhecida como "artÊmia salina" ou camarão-de-salina" , é um pequeno crustáceo que vivem em lagos e lagoas cuja água contenha alguma salinidade , pode se encontrar em todos os continentes do planeta , tem um alto valor nutritivo e por isso é bem utilizado por criadores .

Os náuplios de artêmia são também um excelente alimento para recém-nascidos e peixes de pequeno e médio porte , o Betta por ter extinto predatório ama esses crustáceos pois estimulam a caça .

Olhem ai as artêmias , um monte delas , os Bettas iriam adorar estar nesse lugar .










Besouro do amendoim ( ulomoides desmetoides ) : Suas larvas tem um alto nível de proteína e gordura , também são encontradas em diversos tamanhos na colônia , lembrando-se que deve-se somente usar na alimentação as larvas , descartanto os adultos e as pupas que são duras demais para que o peixe as coma .

Aqui a amostra da colônia , alimentando-se do amendoim , que de preferência deve ser de boa qualidade .











Blood-worms ( chironomus sp. ) : Uma larva muito utilizada pelos criadores , possui 62% de proteína bruta e pode ser usada na fase inicial da vida do Betta , os criadores preferem utiliza-la liofilizada ou congelada .

As pequenas larvas , alguns utilizam três vezes na semana pois ela é muito rica em proteína .












Branchoneta : Lê-se "branconeta" . Também é chamada de artêmia-de-água doce , "camarãozinho" ou "bramcneque" . Seus náuplios possuem um alto valor nutricional e é usado para Bettas desde alevinos até peixes juvenis ou adultos , se alimentam de matéria orgÂnica em suspensão como bactérias e , algas , protozoários e etc .
















Daphnia : Conhecida como pulga d'água a daphnia é pequena o suficienta para a maioria dos peixes , serve como fonte de vitaminas ou aditivos alimentares , durante sua vida a daphnia troca por vezes seu exoesqueleto o que a torna mais macia e mais atraente ao peixe .
















Enquitréia : Verme branco de tamanho reduzido , com alto valor nutritivo , rico em vitamina , além de ser uma substancial fonte de proteínas , sais minerais e hidratos de carbono . Ótima fonte de nutrientes aos peixes .

Pode sobreviver por algumas horas na água do seu aquário , recomenda-se utilizar somente três vezes na semana para os adultos e para os alevinos não há restrições , mas é recomendado que não seja o alimento principal .



















Microverme : Excelente alimento para alevinos , são vermes brancos de formato ciclíndrico , podem chegar aos 3 mm .










Moina : Nutricionalmente são similares às daphnias e artêmias , porém mais resistentes , caso não sejam ingeridas podem se reproduzir no aquário .




















Pois bem pessoal , aqui estão exemplos de alimentos vivos auxiliares para a dieta dos Bettas e demais peixes , os citados são os mais comuns e mais fáceis de achar , espero ter ajudado e até a próxima .



Fontes: www.bettabrasil.com

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Folhas Secas no Aquário

Oi,

Existem certas montagens em que o aquarista faz uso de folhas secas espalhadas pelo fundo do aquário, seja por funcionalidade, naturalidade ou simplesmente estética. Aqui teremos um passo-a-passo de como realizar o tratamento adequado e deixá-las prontas para serem usadas.

Primeiramente devemos ter em mente em que tipo de aquários elas são adequadas: quase todos os que possuírem água ácida, com pH igual ou menor que 6,9. Elas dão um ar natural e muito semelhante ao que encontramos na natureza. Em determinados temáticos ou biótopos, seu uso é essencial para imitarmos ao máximo a região pré-determinada.
Observe esse temático, note o fundo coberto com folhas secas imitando o leito de um Igarapé.Observe esse temático, note o fundo coberto com folhas secas imitando o leito de um Igarapé.
Porém, devemos estar cientes que as folhas estão longe de serem meras peças decorativas, elas também servem de refúgio para animais mais tímidos, como ciclídeos anões sul americanos (praticamente todos os peixes do gênero Apistogramma, Mikrogeophagus e Dicrossus por exemplo) apreciam muito montagens que utilizam folhas secas em sua composição. Servem para ajudar a demarcar território, como refúgio no caso de disputas, como local de desova (algumas espécies inclusive tem preferência por desovar em folhas secas, como os Dicrossus).
Veja um Dicrossus filamentosus entre as folhas secas.
Veja um Dicrossus filamentosus entre as folhas secas.
As folhas secas, assim como troncos, raízes e galhos liberam taninos (polifenóis de origem vegetal), substâncias que dão a água uma coloração amarelada, que dependendo da intensidade pode variar de um simples amarelo claro até um forte marrom quase vermelho. Nem todo o aquário que possui folhas secas tem que possuir necessariamente a água dessa cor. Para evitar isso devemos seguir o tratamento posterior e utilizar carvão ativado e outras mídias de filtragem química, como Purigem. Elas absorvem os taninos devolvendo a água seu aspecto inicial.
Esse ácidos orgânicos (taninos) não só dão coloração a água como também a acidificam. É possível fazer uma folha deixar de tingir a água, mas é impossível evitar que ela a acidifique.
Veja a água de um aquário tingida de taninos liberados pelas folhas, comparando-a com um painel branco.
Veja a água de um aquário tingida de taninos liberados pelas folhas, comparando-a com um painel branco.
Deve-se ter o cuidado de selecionar bem as folhas que usará, não é possível com todas as árvores. Evite sempre folhas de árvores reconhecidamente venenosas e/ ou que soltem um líquido viscoso e branco, como látex. Sempre escolher por árvores frutíferas preferencialmente, são as mais confiáveis quando não se tem certeza da toxidade de uma planta.

Escolher as de folhas mais firmes, como folhas de Goiabeira (gênero Psidium) - é uma das mais duráveis dentro d'água, Pitangueira (muitos gêneros, principalmente Eugenia e Stenocalyx), Jabuticabeira (gênero Myrciaria), Limoeiro (Citrus x limon), Laranjeira (Citrus x sinensis), Bergamoteira (Citrus reticulata) - folhas de frutas cítricas costumam acidificar bem a água, Ingazeiro (gênero Inga), Guaranazeiro (Paullinia cupana) e até outras que não são necessariamente frutíferas como por exemplo folhas de Canela (Cinsamomum zeylanicum).

Sempre evitar folhas macias como de Aceroleira, Pessegueiro e Caquizeiro por exemplo, pois se desintegram muito rapidamente dentro do aquário.

Mesmo as mais rígidas entram em processo de decomposição, começando a se desfazer no aquário. Quando o aquarista perceber isso, deve estar ciente que é hora de trocá-las por outras novas. Mas não existe motivo para preocupações, essa troca sempre é demorada, de no mínimo 1 mês.

Já sabendo quais escolher, basta saber como: com cuidado e em locais onde não exista ou exista em baixa intensidade tráfego de veículos, evite locais como beiras de estrada, vá coletando folha por folha, que já deve estar seca e inteira, com bom aspecto, Descarte as que ainda estiverem meio verdes. Escolha superficialmente dando preferencia para as que estão sempre acima, geralmente ainda não entraram em processo de decomposição.
Como exemplo usaremos folhas de Goiabeira, que podem demorar até 2 meses para começar a se decompor.
Como exemplo usaremos folhas de Goiabeira, que podem demorar até 2 meses para começar a se decompor.
Lave-as com água comum da torneira mesmo, não precisa usar anti-cloro. Essa lavagem é importante pra retirar sujeiras e outros resíduos que possam estar grudados nas folhas.
Afundá-las em água da torneira e lavar uma por uma.
Afundá-las em água da torneira e lavar uma por uma.


É importante passar os dedos pra retirar poeira, terra, bichinhos etc. Principalmente em folhas que se curvam quando secas, essas curvas se unem e formam túneis, onde se encondem insetos, principalmente aranhas.
É importante passar os dedos pra retirar poeira, terra, bichinhos etc. Principalmente em folhas que se curvam quando secas, essas curvas se unem e formam túneis, onde se encondem insetos, principalmente aranhas.
O próximo passo é também de vital importância: a esterilização. Após essa lavagem, as folhas devem ser fervidas para matar bactérias, fungos, protozoários e outros microrganismos que não foram eliminados com a lavagem. eles inevitavelmente morreriam dentro da água do aquário, poluindo-a e podendo transmitir doenças aos peixes.

Escolha um panela velha, comum e ou de pressão. a diferença é no tempo de cada uma. Na panela usual demora mais, na de pressão é muito mais rápida.
Fervendo as folhas em uma panela velha, para esterilizá-las.
Fervendo as folhas em uma panela velha, para esterilizá-las.
Um ponto importante que deve ser observado é que tipo de montagem pretende ter, pois isso definirá o tempo de fervura. Se desejar um montagem totalmente cristalina, sem água tingida o tempo deve ser aumentado (uma meia hora na panela comum e uns 8/10 na de pressão). Se quer que elas colorem seu aquário com taninos, o tempo deverá ser menor (uns 10/15 minutos da panela comum e uns 3/5 na de pressão).

Veja abaixo amostras da mesma água da fervura e suas diferentes cores:
A xícara totalmente transparente é a de antes da fervura; a levemente amarelada é de uns 10 minutos de fervura e a bem cor-de-chá é de 30 minutos de fervura.A xícara totalmente transparente é a de antes da fervura; a levemente amarelada é de uns 10 minutos de fervura e a bem cor-de-chá é de 30 minutos de fervura.
Note como foi possível fazer as folhas perderem taninos, mostrando que se pode ter aquário totalmente cristalinos e com folhas também, como aquário plantados por exemplo. Com certeza ajuda a deixar o visual mais natural.


Após fervê-las, enxague-as e então estarão prontas para serem usadas diretamente no aquário. Devido ao processo de fervura elas já estão encharcadas e afundarão imediatamente. As que boiarem, no outro dia já estarão no fundo.
Aqui as folhas já prontas para serem usadas em novas montagens.
Aqui as folhas já prontas para serem usadas em novas montagens.
Caso queira guardar para mais tarde ou outras montagens, deve-se fazer o seguinte: guardá-las em potes muito bem fechados mas sem umidade, elas devem estar bem secas. O modo mais natural e seguro é colocar no sol por uns 2 ou 3 dias, dependendo da temperatura. Ou colocar numa forma e por para assar em uma temperatura que não ultrapasse os 80°C no forno elétrico.

Se for usar o método do forno, que faça com muito cuidado e atenção. O mínimo descuido e as folhas queimarão. O ideal é por alguns minutos e tirar, até perceber que estão sequinhas. quando o fizer, deixe dentro de casa de um dia pra o outro e só então armazene-as.

Folhas secas são uma opção alternativa de decoração, são funcionais pois alteram as características químicas da água e reforçam o conceito de naturalismo, tanto para nos como para os habitantes do aquários, que se sentem mais seguros e confortáveis. Prepará-las então é mais simples do que parece.

Use-as nas suas montagens!

Autor: Mateus Camboim

Substrato - Areia de Construção: Como Tratar?

Oi,
Uma alternativa viável e que resulta em um efeito muito bonito e natural é o uso de areia de construção como substrato de aquários ornamentais.

Variando os tradicionais cascalhos de várias granulometrias (conhecido também como "areião") e também a areia de filtro de piscina, o uso de areia de construção sempre é uma boa alternativa: é um substrato muito acessível, barato e seu tratamento pode ser feito por qualquer aquarista, do iniciante ao mais experiente, e sem erros. 

Seu efeito natural é inegável, proporcionando uma aparência única aos aquários que a usam. Perfeito para biótopos, temáticos ou montagens que inspirem a algum ambiente selvagem. De aparência mais escura, variando em vários tons de caramelo, bem como na sua granulometria, que pode ser da mais fina até a mais grossa, com alguns pedriscos, satisfazendo os gostos de diferentes aquaristas. De todas as formas, permitem um bom enraizamento das plantas; um bom isolante de alguma camada fértil (mais eficiente que o uso de cascalho); perfeito para peixes de fundo, com a boca virada para baixo e com barbilhões, pois costuma ser macia e muito raramente causa qualquer ferimentos (peixes como Corydoras por exemplo são muito beneficiados nesse ponto) e pra os que se enterram, como Dojôs e Banjos.

A areia de construção também facilita as manutenções básicas do aquário: na hora de realizar sifonagens, como a sujeita não penetra no substrato, ficando acumulada acima dele, basta aspirar os detritos apenas superficialmente, sem precisar remexer a areia. Pelo mesmo motivo sempre fica evidente a hora de sifonar, pois não existe lugar para "camuflar" a sujeira, evitando possíveis picos de amônia ou nitrito.

O processo de tratamento de areia de construção é muito fácil. Você pode adquirir sacos de areia pré-peneirada, por um preço vem acessível (aproximadamente R$5,00 cada 20 quilos) ou então conseguir uma certa quantia em alguma construção perto de casa.
Areia de construção sem tratamento, com grãos de diferentes tamanhos.

Primeiramente devemos peneirá-la, para separar os pedriscos maiores dos menores. Se ela estiver totalmente seca fica mais fácil, mas se estiver úmida não passará pela malha da peneira, por isso um recurso interessante é peneirá-la com a peneira parcialmente mergulhada em água.

Peneirar a areia dentro d'água é útil quando ela está úmida e não passa pela malha da peneira.

Após, basta ir esfregando a areia com as mãos e trocando a água, repetindo esse processo até que a água ganhe uma visibilidade considerável. Não existe agora a necessidade de lavar até a água ficar cristalina, pois ela será fervida posteriormente.

Lavar a areia até a água ficar mais limpa, mas não precisa ficar cristalina agora. 


Nessas lavagens a areia mais particulada, mais fina lembrando um talco é eliminada. O que é interessante, pois ela costuma compactar mais rapidamente.

Após essas lavagens, deve-se ferver a areia por um período aproximado de 30 minutos para matar microrganismos que possam fazer mal aos peixes do aquário. Tais seres poderiam morrer dentro do tanque, entrando em decomposição e desequilibrando o sistema, ou até mesmo transmitir alguma doença.


Ferver por 30 minutos para eliminar organismos que poderiam transmitir doenças.

Durante a fervura, alguns grão de terra ou poeira, que nãos e desmancharam nas lavagens iniciais, costumam desfazer-se agora. Por isso a água fica turva novamente. Então, devemos esperar esfriar muito bem - tenha cuidado, pois a areia esfria em cima mas fica muito quente em baixo - para voltarmos a lavar novamente, mas desta vez até a água ficar completamente cristalina.


Lavar até a água ficar completamente transparente.

Para garantir uma limpeza ainda mais profunda, pode-se colocar a areia em uma mistura de 50% de água mais 50% de cloro ativo, por 24 horas. Após, lavar muito bem com água corrente e colocar algum anti-cloro de boa qualidade em uma medida 3 vezes maior que o recomendado. Medir o nível de cloro , se estiver presente, repetir as lavagens e a dosagem de anti-cloro (ou condicionador), até que a areia fique livre dessa substância. Esse tratamento é facultativo, caso nãos e sinta seguro apenas com a fervura.


Secar no forno ou ao sol caso não for usá-la de imediato.

Agora a areia de construção já está pronta para ser usada como substrato em diferentes montagens. Se não for usar agora, pode-se secar tanto ao sol como no forne elétrico, armazenar e usar apenas futuramente.


Areia pronta para ser usada, limpa e seca.

Se desejar um substrato diferente, bonito, prático, fácil de encontrar, barato e funcional,a areia de construção pode ser uma ótima escolha.


Abraços.

Autor: Mateus Camboim

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Como comprar seu betta splendens

Existem alguns procedimentos básicos e importantíssimos para efetuar compras de Betta splendens. Seja em estabelecimentos comerciais, ou diretamente com criadores que desenvolvam linhagens especiais.

Comprando em lojas:
  1. Observe a higiene e limpeza do estabelecimento comercial. Observe o cuidado com que tratam os animais;
  2. Selecione o peixe que se movimenta bastante na betteira e que, de preferência, já esteja nidificando, se for exemplar macho. O peixe deve ter aparência saudável. Evite comprar peixe apático, pois pode estar doente;
  3. Peça ao atendente que alimente o peixe. Observe que alimento é oferecido, repare como o peixe reage à oferta de alimento. O peixe deve avançar em direção da comida, com vontade. Se o comportamento for de indiferença, aborte a compra deste exemplar;
  4. Se for exemplar macho, peça ao atendente que aproxime abetteira do peixe escolhido à outra betteira contendo outro exemplar da espécie, de preferência outro macho. Observe a reação do peixe. Ele deverá se armar todo, para combater o oponente que se aproxima de seu território, exibindo todo o explendor de suas cores, nadadeiras e opérculo abertos. Se o comportamento for de apatia, aborte a compra deste exemplar;
  5. Acompanhe a embalagem do peixe. Cuide para que ele seja embalado para transporte, na mesma água onde estava exposto. Na embalagem observe se existe água suficiente para cobrir duas vezes o corpo do peixe, no mínimo, e ar suficiente para o peixe respirar - betta saudável e bem embalado, agüenta mais de 10 (dez) dias nesta condição, se for extremamente necessário. O saco plástico usado para transporte deve ter as suas pontas presas com fita adesiva, dando-lhe um formato arredondado, para impedir que o peixe fique preso na embalagem e acabe morrento no transporte.
Dicas Úteis:
  1. Saiba que este processo de embalagem, transporte, chegada num novo ambiente, adaptação ao novo manejo, estressa demais o peixe e este é o caminho para que doenças se manifestem. Procure minimizar o estresse do peixe;
  2. Não se iluda com o tamanho do peixe. Geralmente Betta splendens enormes, expostos em lojas, já são exemplares em fim de carreira, descarte de criatórios. Se você pretende acasalar o peixe, pior ainda, pois sua nadadeira caudal enorme e pesada dificulta os seus movimentos e o acasalamento, cansa o peixe. Escolha peixes jovens, possivelmente menores;
  3. Se o estabelecimento comercial oferece aos peixes que estão em exposição para venda, um alimento diferente daquele que você costuma oferecer aos seus peixes, no seu manejo habitual, consiga ou compre um pouco do alimento usado pela loja, para ajudar o peixe em sua adaptação ao novo alimento que você costuma usar .

Comprando de um criador que desenvolve linhagens especiais:
  1. Procure previamente referências sobre o criador. Procure saber se ele é idôneo e ético. Se cria peixes com boa genética. Se costuma entregar exatamente o que oferece para compra;
  2. Exija do criador a especificação da linhagem do peixe escolhido. Se possível, que forneça informações sobre os ascendentes do peixe. Só assim você evitará grandes surpresas nascidas nas ninhadas;
  3. Exija do criador o envio prévio de foto do peixe escolhido, de boa qualidade, onde apareça de uma escala métrica para que você possa ter uma idéia clara do tamanho do peixe. Foto que lhe permita confirmar, no recebimento, se de fato recebeu o que negociou com o criador/vendedor;

    Foto de boa qualidade, com escala métrica visível.
  4. Negocie antes do despacho da encomenda, a reposição de peixe que não esteja de acordo com o que foi comprado ou que não chegou vivo no destino e quem vai assumir os custos de transporte, nestes casos. Sabendo que obviamente estas exigências irão impactar no preço final do peixe e nem poderia ser diferente.
Dicas Úteis:
  1. Tenha em mente que algumas linhagens são decorrentes de anos de trabalho genético e pesquisa, e que você estará pegando um "peixe pronto", como se costuma dizer no jargão de criadores. Então é óbvio que o preço do peixe não pode ser comparado ao preço de um peixe Cauda de Véu (Veil Tail), sem linhagem definida, costumeiramente encontrados para venda, em lojas de aquários e pet shops. Então, não cometa a deselegância de fazer este tipo de comparação com o vendedor, nem dizer que o peixe dele é caro. Simplesmente agradeça a atenção e procure outro criador/vendedor para comprar a linhagem que você procura, que tenha qualidade de peixes comparáveis ao criador/vendedor anterior e preços que se encaixam no seu orçamento. Deixe que a lei de oferta e procura cuide da política de preços do criador/vendedor anterior;
    Fotografe a embalagem no momento da chegada da encomenda
  2. Quando o peixe encomendado chegar ao destino, antes de abrir a caixa, providencie uma fotografia da mesma, exibindo o estado em que chegou a embalagem. Tomando o cuidado de deixar visível e legível o endereçamento impresso na caixa;
  3. Ao abrir a caixa, se você se deparar com peixe morto), não viole o saquinho plástico de transporte. Fotografe o peixe, dentro do saquinho e entre em contato imediatamente com o criador/vendedor, para fazer valer o que foi combinado no momento da compra;
  4. Não faça economia porca com o transporte. Escolha meio de transporte rápido, afinal quanto antes sua encomenda chegar, menos estressado ficará o peixe;
  5. Peça para o criador/vendedor despachar a encomenda, preferencialmente numa segunda ou terça-feira, no máximo. Isto para não correr o risco da encomenda ficar retida num depósito de transportadora num final de semana inteiro;
  6. É boa prática, por parte do criador/vendedor, dar uma reforçada na alimentação do peixe, antes de despachá-lo e 3 (três) dias antes do despacho, deixar de alimentá-lo, para diminuir o volume de excretas na água, no período de transporte. Isto permitirá que a água se mantenha limpa e mais saudável, por mais tempo. Exija que ele proceda com estes cuidados;
  7. Peça para o vendedor/criador, arrumar ou vender um pouco da ração que ele costuma oferecer ao peixe, se não é a mesma que você costuma oferecer aos seus peixes. Isto para ajudar o peixe a se adaptar ao novo alimento usado habitualmente em seu manejo.

Abraço a todos!

Fotes: Bettabrasil

produzido por:Marcio Luiz de Araujo